Conheça a carreira do médico nefrologista e qual a sua importância na medicina

A nefrologia é uma das áreas mais complexas da medicina. Conheça mais sobre a rotina dos profissionais da área.

Os rins são órgãos complexos e desempenham múltiplas funções no corpo humano, desde a excreção até funções endocrinológicas. Se você já pesquisou sobre o médico que estuda esse órgão, já deve conhecer a nefrologia e suas subespecialidades. Mas, afinal, o que é um nefrologista e como é a sua carreira?

Como o próprio nome sugere, o nefrologista tem a função de cuidar dos rins. Eles são amplamente conhecidos pelo cuidado com pacientes com insuficiência renal crônica, que apresenta uma prevalência de quase 10% na idade adulta. No entanto, o nefrologista tem uma ampla gama de atuações e cuida de diversas outras doenças.

Neste post, você ficará sabendo o que é um nefrologista e como ele desempenha sua função. Continue lendo para saber mais.

O que é o médico nefrologista e onde atua?

A nefrologia é uma área com amplo espectro de ação, devido às várias funções que os rins exercem. Por isso, nefrologistas podem atuar tanto em consultório quanto em ambiente hospitalar — além do trabalho em clínicas específicas, especialmente, as de hemodiálise.

A rotina do nefrologista também encontra um amplo espectro, mesmo dentro de consultório. Para entendermos melhor, basta pensarmos nas duas queixas mais comuns nos atendimentos com o nefrologista: a doença renal crônica e a nefrolitíase.

Enquanto a primeira diz respeito a uma condição crônica, associada a problemas como hipertensão e diabetes, a segunda compreende uma queixa aguda. Ambas as doenças podem afetar a função renal e ter formas graves, e podem ser tratadas tanto em regime ambulatorial quanto em internação.

Por fim, as clínicas de hemodiálise compreendem um ponto importante para compreendermos o que é um nefrologista. No Brasil, estimamos que mais de 130 mil pacientes realizem diálise, de acordo com dados de 2018. Por se tratar de um procedimento invasivo e que precisa de monitorização estreita, o nefrologista está quase sempre empregado nesses casos.

Como é o atendimento ao paciente?

Tanto no ambiente ambulatorial quanto no hospitalar, o atendimento do médico nefrologista gira em torno de sintomas, geralmente, urinários. No entanto, vale lembrar que o rim também desempenha funções endocrinológicas e metabólicas, podendo, em caso de doença, levar a diversos indícios.

Na prática clínica, ainda existe certo grau de confusão entre a nefrologia e a urologia. Nessa última, que cuida do aparelho genitourinário masculino, muitos sintomas podem repercutir nos rins. No geral, a nefrologia atua quando os indícios estão localizados na parte superior do trato urinário, enquanto a urologia cuida de sintomas baixos.

Em regime ambulatorial, os exames mais solicitados pelo nefrologista são os de sangue (para verificar a função renal) e os exames de imagem. Eles são especialmente importantes na doença renal crônica e na nefrolitíase, respectivamente.

No regime hospitalar, o quadro fica ainda mais amplo. Isso porque as alterações renais podem levar a distúrbios em outro sistema, especialmente, os hidroeletrolíticos. Como exemplo, podemos citar a variada gama de sintomas que a hipercalemia (causada pela doença renal crônica) pode causar.

Como funciona a telemedicina na nefrologia?

Felizmente, a nefrologia absorveu bem as possibilidades da telemedicina. Isso ocorre porque as consultas ambulatoriais, geralmente, apresentam pouca variação no exame físico: pacientes com doença renal crônica, por exemplo, frequentemente fazem seu controle com uma sequência de exames laboratoriais.

No regime ambulatorial, o mesmo princípio se aplica. As consultas com a nefrologia, tanto na internação quanto em unidades de terapia intensiva, servem para guiar o plantonista.

Não é incomum, por exemplo, que hospitais contem com a visita do nefrologista apenas uma vez por semana ou nas intercorrências. Por isso, a consulta e o esclarecimento de dúvidas conseguem ser feitos com sucesso pela telemedicina.

Quais são as subespecialidades da nefrologia?

Como você já deve ter percebido, saber o que é nefrologia é apenas o começo para uma série de aprofundamentos. Por isso, separamos as principais subespecialidades da área para que você conheça melhor a rotina de cada uma delas. Confira.

Doença renal crônica e suas complicações

Grande parte da demanda da nefrologia vem de pacientes crônicos, que precisam de controle periódico. Dentre os problemas recorrentes que afetam o rim, a insuficiência (ou doença) renal crônica é a mais comum, requerendo consultas periódicas.

Hipertensão

Engana-se quem acredita que a hipertensão é controlada exclusivamente pela cardiologia. Em alguns casos, o aumento nos níveis pressóricos pode ser devido a alterações renais, incluindo a doença renal crônica. Nesses casos, não basta reduzir a pressão: também é necessário fazer o controle da doença de base para evitar complicações.

Nefrolitíase

A nefrolitíase — presença de pedras nos rins — é tão frequente que recebe sua própria subespecialização. Nesses casos, o nefrologista atua, geralmente, com casos refratários ou de difícil manejo, como nas múltiplas pedras ou nas situações recorrentes.

Um exemplo de atuação de quem faz a especialização em medicina nesse ramo inclui a litotripsia. Nessa modalidade de tratamento, ondas mecânicas são aplicadas sob o flanco para atingir as pedras, rompê-las e tornar mais fácil o tratamento.

Qual o futuro da nefrologia?

Com o avanço da idade média da população, é esperado que os índices de doenças renais cresçam. Afinal, temos uma reserva de glomérulos que naturalmente reduz ao longo da vida. Não é à toa que a incidência da doença renal crônica cresce proporcionalmente à idade.

Além disso, a boa adequação da nefrologia à telemedicina é um indício de que a procura dessa especialidade tende a aumentar ao longo do tempo. Por isso, se você se questionava sobre o que é nefrologia e estava pensando em inseri-la no seu cronograma de estudos para residência, pode ser que tenha encontrado a área certa.

Saber o que é nefrologia auxilia ao médico e o acadêmico da área a entender melhor a rotina desse segmento tão complexo. Com isso, torna-se mais fácil saber se ela se encaixa em seus interesses e objetivos a longo prazo. Atualmente, consideramos que a nefrologia só tem a crescer devido aos potenciais da especialidade.

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