Prova de residência: entenda como é a prova e como se preparar

Finalizada a faculdade de medicina, o profissional se depara com inúmeras possibilidades de especialização. Uma das mais conhecidas é a residência, que conta com um treinamento intensivo em determinada área, geralmente em regime hospitalar. Você já se perguntou como a prova de residência funciona e quais os seus desafios?

Neste post, explicaremos tudo o que você precisa saber para mais essa etapa em sua carreira profissional. Prepare-se para tirar todas as suas dúvidas sobre a entrada na residência médica.

Por que a prova de residência médica existe?

Como qualquer profissão, a medicina tem avançado nos últimos anos, e o mercado de trabalho se adequa a essas mudanças. Há alguns anos, o diploma médico e o CRM eram suficientes para atuar em uma ampla gama de áreas. Hoje, como a quantidade de conhecimentos aumentou, o tempo de treinamento também foi afetado.

Por isso, embora seja possível atuar como médico generalista, o leque de atividades permitidas por esses profissionais é mais reduzido. Plantões de urgência e emergência e atendimentos na atenção primária são os mais comuns entre médicos recém-formados.

Se o mercado de trabalho se adequa à realidade, o oposto também é verdadeiro: as vagas de residência costumam ser concorridas, a depender da especialidade pretendida. Por isso, para promover um acesso justo às vagas disponíveis frente a uma grande demanda de médicos, existe a prova de residência.

Além do limite físico e logístico dessas vagas, há também a regulação de mercado de especialistas. Para evitar a superlotação de médicos especializados nas áreas da medicina, o número de vagas de residência é limitado.

Como é a prova de residência médica?

Existem várias modalidades de prova de residência, que são escolhidas pelo hospital ou instituição que está ofertando a vaga. De forma geral, elas podem consistir de atividades teóricas ou práticas, sendo essas últimas similares a uma simulação de atendimento.

Devido à pandemia pela Covid-19, as atividades práticas não estão sendo feitas na maior parte dos casos. A prova de residência atualmente consiste, portanto, na realização de provas teóricas, sejam elas de múltipla-escolha ou dissertativas.

O número de questões, o tempo de prova e o nível de conhecimento exigido podem variar de acordo com a instituição. A título de ilustração, podemos observar o Exame Nacional de Residência, ou ENARE. A prova de residência consiste em 100 questões de múltipla-escolha, cada uma com 5 alternativas.

Além disso, a maioria dos testes também destina um percentual da nota final à análise curricular. O objetivo é valorizar o esforço dos acadêmicos nos anos da faculdade, e não se basear apenas no resultado da prova escrita. No caso do ENARE, são destinados 10 pontos (10% da nota final) a atividades como monitorias, estágios e cursos de capacitação.

Ao final, é somada a nota da prova objetiva com a análise curricular e dada uma “nota final” a cada candidato. Com essa nota, ele escolhe o programa de sua preferência no sistema e, ao final do processo, os mais bem-colocados são chamados para a residência.

Como se preparar para a prova de residência médica?

Devido à alta demanda por especialização, a prova de residência pode ser um desafio na vida de qualquer médico. Afinal, não é incomum que seja alta a competição e que os candidatos concorrentes sejam igualmente bem qualificados.

A preparação para a prova de residência começa ainda na faculdade de medicina: como parte do processo envolve análise curricular, convém, durante a graduação, verificar qual a pontuação atribuída a cada atividade. Essa é a melhor maneira de se preparar e guiar seus esforços, como estudante, aos projetos que mais rendam frutos.

Caso você já tenha se formado ou esteja nas últimas etapas da graduação, a prova objetiva deve ser seu principal foco. Afinal, não é por acaso que ela corresponde, ao caso do ENARE, a 90% da nota final.

Por isso, estudar os tópicos teóricos que mais caem na prova é a melhor maneira de se preparar para tirar uma boa nota. Atualmente, existem diversos cursos voltados especificamente para a prova de residência, que abordam os tópicos principais. Também é possível verificar as matérias no edital específico de cada instituição e guiar seus estudos por apostilas específicas.

Por fim, a prática médica, por si só, já configura um estudo para a prova de residência: quando atendemos os casos do dia a dia, temos que nos preparar e nos atualizar para fornecer a melhor assistência possível. Por isso, a experiência pode contar muito a hora de conseguir alguns pontos a mais na prova objetiva.

O que acontece se não passar na prova de residência médica?

Se ocorreu de você prestar a prova de residência e não passar, não se preocupe: ela geralmente ocorre uma vez por ano e é possível tentar após um tempo. Além disso, o mercado também disponibiliza diversas áreas de atuação para generalistas e outros tipos de especialização.

Embora sejam menos difundidos do que as residências, os cursos de especialização também podem ser realizados como pós-graduação — ou seja, em cursos mais flexíveis, que geralmente não demandam a mesma carga horária de uma residência.

As principais diferenças entre a especialização e a residência estão na diferença entre cargas-horárias, no investimento feito e na necessidade de prova de título. Na pós-graduação, é geralmente necessária a realização de uma prova ao final para obter o título de especialista, também conhecido como RQE.

Além disso, outras formas de especialização possíveis são os cursos em formato de stricto sensu, como os mestrados e os doutorados. A escolha pela jornada a ser trilhada após a graduação deve levar em consideração, sempre, as aspirações e interesses individuais de cada profissional.

A prova de residência é um marco na vida do médico. É com ela que se consegue acesso a um dos períodos de maior crescimento profissional após a graduação. Para se preparar, o planejamento com antecedência e o foco nas questões mais cobradas são atitudes essenciais.

Se você gostou de saber mais sobre essas informações, certamente seus colegas também se beneficiarão delas. Por que não aproveita e compartilha este post nas suas redes sociais?

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