Terapias alternativas: o que são e quais as principais?

As terapias alternativas são as práticas terapêuticas complementares aos tratamentos convencionais de saúde e podem ajudar muito na qualidade de vida

Você conhece as terapias alternativas mais populares e cogita atuar nessa área? Essa é a expressão comumente utilizada para se referir a qualquer prática que não esteja enquadrada no que conhecemos como tratamento médico tradicional.

Também chamadas de terapias complementares, diversas delas se originam de países orientais que, até os dias de hoje, perpetuam práticas milenares, que compõem a área da medicina alternativa. No entanto, mesmo que muitos dos benefícios sejam destacados, ainda existem inúmeras dúvidas quanto à importância, às principais terapias e à adoção — um grande exemplo é o uso medicinal da cannabis no Brasil.

Por isso, a nossa finalidade é sanar os questionamentos mais comuns sobre o tema. Continue a leitura e fique por dentro!

O que realmente são as terapias alternativas?

Como dito, é possível que chamemos de terapias alternativas aqueles tratamentos que fogem daquilo que conhecemos como medicina tradicional. Ou seja, substituindo as frequentes visitas a consultórios médicos e/ou de psicólogos e até medicamentos alopáticos. Por isso, elas representam uma forma diferente de lidar com as necessidades dos pacientes.

Aqui no Brasil, existe uma preferência pela utilização do termo terapia complementar, haja vista que, segundo o Ministério da Saúde (MS), ela deve ser empregada conjuntamente com a medicina tradicional. Logo, de modo agregador, e não substitutivo.

Além disso, muitos profissionais da área da saúde mais convencionais indicam técnicas alternativas. É o caso da acupuntura, por exemplo, que é usada como recurso complementar a outros mais tradicionais, como a fisioterapia.

Quais são os benefícios das terapias alternativas?

As terapias complementares podem ser empregadas não somente como um meio de prevenir algumas doenças, como estresse, hipertensão, depressão etc., mas também, como meios paliativos para o tratamento de enfermidades crônicas. De forma geral, os principais benefícios são:

  • melhora da disposição mental e física;
  • redução de dores;
  • harmonização e equilíbrio da respiração;
  • melhora do bem-estar de forma geral, impactando positivamente o equilíbrio físico, o emocional e o mental;
  • elevação do autoconhecimento, refletindo-se positivamente na autoestima do paciente;
  • diminuição dos níveis de estresse e de ansiedade.

Qual é a importância delas?

Em suma, esses métodos terapêuticos têm com objetivo oferecer melhor alinhamento de todas as áreas do organismo humano, com a principal finalidade de criar um ambiente interno favorável para evitar e curar doenças. Ou seja, o objetivo é tratar o paciente de modo integral e não se limitando apenas aos sintomas de determinada condição.

Quais são as principais terapias alternativas?

Complementando os tratamentos médicos convencionais, as terapias alternativas têm o potencial de impactar positivamente o estado emocional, a mente e o corpo. A partir dessa compreensão, a seguir, elencamos algumas das principais alternativas para que você possa entender melhor como elas funcionam.

Acupuntura

A técnica é originada do continente asiático e defende a existência de uma espécie de rede de transmissão de energia no corpo humano, que é capaz de nutrir todo o organismo. Logo, a prática, via de regra, utiliza agulhas em pontos estratégicos para equilibrar essa energia, harmonizando regiões distintas, como os órgãos, os ossos, os músculos etc.

Quiropraxia

É amplamente utilizada no tratamento, no diagnóstico e na prevenção de problemas que atingem o sistema neuro-músculo-esquelético. Resumidamente, o profissional, por meio de manobras específicas, pode tratar variadas condições, a exemplo de lombalgias, e remover eventuais compressões nos nervos espinhais, conforme a necessidade dos pacientes. Elas podem ser feitas somente com o uso das mãos ou com o auxílio de instrumentos.

Aromaterapia

Nesse tratamento terapêutico alternativo, são utilizados os princípios ativos de plantas medicinais para o alcance do equilíbrio da mente e do corpo. Basicamente, o que acontece é que o nariz é capaz de “enviar informações” para o bulbo-olfatório.

Esse, por sua vez, transmite-as ao sistema límbico, que é responsável pelos comportamentos e pelas emoções humanas. Dessa forma, diversas são as condições que podem ser atenuadas com a técnica, como:

  • ansiedade;
  • depressão;
  • taquicardia;
  • irritabilidade etc.

Uso de cannabis medicinal

Antes de falar especificamente da sua utilização, é importante compreender o que são os canabinoides. Eles podem ser compreendidos como termos meramente genéricos para a descrição de substâncias — tanto artificiais quanto naturais — que podem ativar os receptores canabinoides.

Entre eles, temos a cannabis, cujas flores, sementes e fibras são empregadas para fins variados. O uso medicinal da cannabis no Brasil como uma terapia alternativa é estudado há décadas.

Os componentes podem ser utilizados para tratar doenças neurológicas e crônicas específicas, a exemplo da síndrome de Dravet, da epilepsia e da síndrome de Lennox-Gastaud, bem como para o tratamento alternativo de outras condições, como Parkinson e Alzheimer. Nesse caso, é interessante destacar que as vantagens do uso são diversas, não se limitando à melhora cognitiva e neurológica e à redução das dores, abrangendo também:

  • combate à insônia;
  • elevação da autonomia para a execução de tarefas cotidianas;
  • aumento da qualidade de vida em geral.

Como adotá-las?

Para adotar as terapias alternativas no dia a dia profissional, ganhando um destaque maior na área de atuação e ampliando as oportunidades, o melhor caminho é se especializar. Por exemplo, em um curso sobre cannabis medicinal.

Durante a pós-graduação, que tem 12 meses de duração, você terá a chance de estudar, entre outras disciplinas, a Introdução à Medicina Canabinoide, os aspectos sócio-históricos da cannabis no Brasil, a Medicina Integrativa etc.

O público-alvo do curso é composto de profissionais tanto da área da saúde quanto de outros segmentos, desde que tenham diploma de graduação em algum campo correlato à utilização da cannabis medicinal. Aqueles que não fizerem parte da área da saúde, porém, passarão por uma entrevista com o intuito de verificar se há disponibilidade de vagas.

Como visto, as terapias alternativas podem promover excelentes benefícios, especialmente, em tratamentos complementares aos convencionais. Atualmente, inclusive, a prática já é uma realidade não apenas em hospitais e clínicas especializadas, mas também, no SUS (Sistema Único de Saúde), no qual foram institucionalizadas no ano de 2006.

Entendeu como a cannabis medicinal tem grande relevância em se tratando de terapias alternativas e quer se aprofundar na temática antes de decidir se especializar na área? Aproveite para conferir o e-book sobre a sua importância terapêutica e acerca dos avanços no uso!

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